MÃE QUERIDA

Torno a ver, nos meus dias de criança, 
 O teu regaço, a lamparina acesa, 
 O pequeno lençol que trago na lembrança, 
 A oração da manhã e o pão à mesa... 
 
 Varro o chão, a fitar-te as mãos escravas, 
 Afagando o fogão, de momento a momento... 
 A roupa e o batedouro em que cantavas 
 Para esquecer o próprio sofrimento... 
 
 Depois, era o tinir da caçarola, 
 Aumentando a despesa no armazém... 
 Vestias-me de renda para a escola 
 E nunca me lembrei de ofertar-te um vintém. 
 
 Cresci... A mocidade me requesta, 
 Ante a cidade de qualquer maneira... 
 Parti... – eu era a rosa para a festa, 
 Ficaste... – eras a rústica roseira. 
 
 De tudo vi na estrada grande e nova, 
 As flores do prazer, o brilho, a fama, 
 A malícia dourada e os suplícios da prova 
 Marcando a pranto e fel os passos de quem ama... 
 
 Hoje, volta a buscar-te, mãe querida, 
 Dá-me de tua paz sem ilusão, 
 Guarda-me em ti, amor de minha vida, 
 Alma querida de meu coração. 

FELIZ DIA DAS MÃES!

 

Gostou do poema?
 
Clique na figura abaixo
e envie para alguém que você goste


visitas

 

  

 

Melhor visualizado em IE 1024x768

© 2007-2008 - Todos os direitos reservados - All rights reserved